Metodologia – Afinar o Instrumento

O Corpo, segundo Reich, é o nosso inconsciente visível.

O corpo mostra o que estamos sentimos. Revela nossa disposição, nosso envolvimento com o que estamos vivenciando no momento presente. Sendo o instrumento do ator, quanto mais afinado ele for, melhor será a sua performance no palco. O mesmo acontece na vida fora do palco.

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O corpo mostra o que estamos sentimos. Revela nossa disposição, nosso envolvimento com o que estamos vivenciando no momento presente. Sendo o instrumento do ator, quanto mais afinado ele for, melhor será a sua performance no palco. O mesmo acontece na vida fora do palco.

Pensar que permanecendo calados não estaremos nos comunicando é o grande equívoco dos tímidos e inibidos. Calados, estamos emitindo uma série de informações e impressões muitas vezes bem distantes das nossas reais intenções. A prática dos jogos e exercícios teatrais, desenvolve a observação, apurando as percepções e despertando uma natural e espontânea maneira de criar relações com os outros.

A dedicação à atenção e observação ao próprio comportamento e ao comportamento dos outros, é uma forma de afinar o seu próprio instrumento. Ninguém se comunica somente com o cérebro, não somos bocas falantes, todo o corpo fala e quanto mais afinado, maior a sintonia entre as expressões faciais e dos gestos, com o que se diz.

Falar bem é um exercício, é preciso praticar. Quanto mais se foge da oportunidade de se expor, menos coragem de se expor terá. Sendo assim, para superar a inibição é preciso encarar o desfio, e para encarar esse desafio a Teatrês criou os cursos de desinibição exclusivamente direcionado a esse fim e o curso de teatro para formação de atores e aperfeiçoamento da comunicação interpessoal.

Nossos Mestres

Algumas grandes influências do método de formação de atores da Teatrês.

O trabalho de interpretação e composição de personagem tem sua base no método de Constantin Stanislavski minuciosamente estudado e adaptado a realidade brasileira pelo professor Eugênio Kusnet que afirmava ser o ator o centro do espetáculo teatral. O ator e sua dualidade, é sobre essa base que trabalhamos. “ O ator nunca poderá, em cena, deixar de ser ele próprio para ser integralmente um outro “ viver um personagem”, isso porque quem se comunica com a platéia é o ator, o personagem, criado pelo autor , vive a sua vida dentro das circunstâncias propostas, independente do espectador….” Fernando Peixoto.

A forte influência de Bertolt Brecht, aparece na estética enxuta dos espetáculos e na escolha dos temas de nossas montagens que servem de reflexão aos alunos e espectadores.

Na Teatrês o aluno-ator participa da prática de exercícios físicos e emocionais para desenvolver e dominar sua atuação, através de um processo racional, lógico e prazeroso

São fundamentais em nossa formação, Grandes Mestres brasileiroscomo Augusto Boal, Miriam Munis, Antunes Filho, Chico de Assis, Klaus Viana, Neide Neves, Zé Renato, Walter Avancini entre tantos diretores que a cada curso ou montagem nos enriquecem no exercício da profissão.

Outra influência presente, exemplo de preciosismo, detalhamento de gestos e sinceridade cênica é de Peter Book.

“Os antropólogos afirmam que cada gesto, cada costume, cada forma são expressões de uma cultura. Nós gente de teatro sabemos e provamos que não é verdade. Beijar com os lábios, coçar os narizes podem ser convenções de determinados lugares, mas o que importa é a ternura que elas expressam.

O cético pergunta: O que é o amor?
Se ele tem alguma substância mostre-a para mim.

O ator não precisa responder, sentimentos invisíveis, são o que anima as nossas ações a todo o tempo.
Qualquer um dos gestos pode expressar o mesmo significado desde que o ator seja capaz de encontrar a qualidade necessária dentro de seu movimento.
Se essa qualidade não estiver presente, todos os gestos serão vazios e não trarão consigo qualquer significado”

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Curso Livre de Teatro

Direcionado a futuros atores e também a não-atores, o curso livre de teatro da Teatrês tem como base o trabalho de grupo, onde o aprendizado é uma via de mão dupla. O aluno é estimulado a ter uma participação efetiva, sentindo e expressando verbalmente suas percepções, emoções, dúvidas e opiniões, despertadas através de uma metodologia própria que chamamos “Afinar o instrumento”.

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