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Aprenda a arte de conversar

Sim, conversar é arte, é versar juntos. Requer competência e habilidade, além de empatia, respeito e interesse genuíno. Por Mauro Henrique Toledo

Conversar é comunicar. Numa conversa partimos do geral para o específico, do impessoal para o pessoal, do casual para o significativo. 

Podemos considerar uma conversação como uma arte social. Incorpora as idéias associadas (por livre associação) de dois ou mais indivíduos. Através da conversação divagamos e exploramos aquilo que é reciprocamente agradável. Intrometemos num assunto até ficarmos entediados; ou até que alguns aspectos temáticos nos desperte novo interesse; ou até que algum tema mais atraente surja na mente das pessoas que conversam.  

Os objetivos da conversação 

Exploração Pessoal – Necessidade de um ouvinte que nos ajude a esclarecer sentimentos confusos e conduzir a uma compreensão interior.

Compreendendo os demais indivíduos – Através da conversação examinamos reciprocamente nossas atitudes, experiências e o efeito que produzimos nos outros, assim como o mundo em geral. As pessoas constituem o mais interessante componente de nosso meio.

Desabafando – A conversação serve para libertar emoções contidas, como as queixas sobre os mais variados assuntos. Quando nos sentimos mal, tudo nos parece errado e podemos nos libertar desta frustração e raiva por meio desta alteração. Para quem nos ouve serve para conhecer-nos melhor. A contenção emocional não leva à saúde mental e a palavra constitui uma de suas melhores formas de desabafo.

“Não é impedindo expressões amargas que se aperfeiçoa a conversa, mas alterando as atitudes e condições que fazem surgir a necessidade da queixa”.

Exibicionismo – O que parece ser uma conversa de exploração pessoal acaba se transformando em uma demonstração de exibição de dotes. Como sintomas, quem fala perde a naturalidade e expõe pausas esperando causar efeitos e risos de satisfação no final das frases e períodos. 

Competição – Em nossa cultura há grande perigo de encararmos todas as situações competitivamente. Algumas pessoas sentem-se menosprezadas se não falarem mais que as outras, e quem fala mais, geralmente também mais alto e durante mais tempo. Pessoas que se mostram assim só descansam quando percebem que suas histórias suplantaram as demais. 

Especulação – A fala aproxima os indivíduos e o especulador utiliza a coesão resultante como base para seu proveito próprio. Quando uma conversa é motivada exclusivamente pelo desejo de nos aproveitarmos dos demais, sentimo-nos revoltados; mas concordamos quando os interesses pessoais coincidem com a necessidade de companheiros. O nosso mundo é dependente e todos nós trabalhamos e nos divertimos dentro das estruturas dos grupos que conhecemos.

Fonte inspiradora de aprendizagem desta reflexão: Introdução à eloquência, de Charles l Brown. 

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