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Empatia, o exercício de existir com o outro ou a outra

Alzira Andrade escreve sobre empatia e sua contribuição para a saúde das relações.

É comum em nossos treinamentos comportamentais ao falarmos sobre empatia depararmos com pessoas que não sabem o que significa agir com empatia, porque confundem empatia com simpatia, compreensão, respeito, confundem com ajudar os outros ou mesmo com servir a alguém.  Mas algumas pessoas prontamente respondem que “empatia é se colocar no lugar do outro”.

Mas o que significa na prática “se colocar no lugar do outro”? Alguém responde: – Sentir pelo outro, entrar no sentimento do outro, ver com os olhos do outro.

Acreditamos que não dá para sentir pelo outro e sim sentir com o outro, tentar perceber o que o outro está sentindo, como o outro está enxergando a situação. Mas como conseguir fazer isso? Deixando de lado nossos próprios pontos de vista e valores para poder entrar no mundo do outro sem julgamentos. Isso não é muito fácil de fazer, mas é um desafio prazeroso.

Temos que apurar nossas percepções, para além de ouvir, que é escutar com atenção e carinho, sem ficar pensando na réplica, simplesmente ouvir com a intenção de entender sem procurar pontos de discórdia. Temos que perceber não só o que é dito verbalmente, mas principalmente os sinais transmitidos através dos gestos, olhares, respiração, máscara facial  e postura.

Agir com empatia é ter autocontrole suficiente para estar no momento presente mantendo uma escuta ativa sem ter que  necessariamente concordar com o que ouve, mas entendendo, também com o coração, o que o outro quer dizer.

A outra pessoa pode sentir que  estamos agindo com empatia através de um olhar acolhedor sem julgamentos, seja de discórdia, de pena, de repreensão ou ironia. Um olhar de compreensão e respeito pelo sentimento dela.

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