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Aprenda a ouvir e gostar de sua voz

Aprenda a gostar de sua voz, isso melhora sua autoestima. Por Alzira Andrade

Quando paramos para escutar pela primeira vez, com  atenção, o som da nossa voz gravada é comum termos uma sensação não muito agradável, no mínimo estranhamos creditando o fato a modificações  causadas pelo gravador. Uma das razões é que ao falarmos criamos o som da fala e ouvimos a nossa voz ao mesmo tempo, ouvimos de dentro para fora e de fora para dentro.

Seguindo a explicação do neurologista Tarso Adone sobre o que ocorre em nosso corpo quando falamos ou cantamos, podemos ter mais consciência desse processo e consequentemente mais controle sobre a emissão da nossa voz.

1 –  Os pulmões se expandem e os músculos do tórax e do abdômen se contraem para encher os pulmões de ar.

2- O ar sai dos pulmões de forma coordenada e faz vibrar a laringe, que efetivamente produz o som.

3- O som chega à faringe, à boca e à cavidade nasal, que atuam como caixas de ressonância e amplificam o volume.

4- O palato mole e o palato duro – céu da boca – os lábios, as mandíbulas e a língua articulam o som e dão sentido a ele.

5- A som produzido é captado pelo ouvido e chega até o cérebro, que faz o ajuste fino de características como melodia, ritmo e tempo.

O método Somatic Voicework,  da professora Jeanette LoVetri, método funcional Lo Vetri, indica um caminho inovador no ensino do canto e da emissão da palavra falada.

Princípio: É baseado no que a voz está fazendo, não apenas como a voz soa. “As pregas vocais controlam o fluxo aéreo, e não o contrário”, afirma Lo Vetri nos manuais de seu método. Portanto é equivocado dizer que a qualidade da emissão da voz depende somente da boa respiração. Ela é fundamental, mas não a única responsável. Manter as articulações da ATM, a língua e a musculatura da garganta relaxadas é essencial para a qualidade da voz.

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