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Driblando a autosabotagem

Como entender a auto-sabotagem para evitar prejudicar-se [Por Alzira Andrade]

- “Eu errei de novo! Como pude fazer isso?” Quando alguém fala isso, com quem está falando? A resposta normalmente é “comigo mesmo”. E quem são esses dois que conversam? O primeiro  é o EU. O segundo é o COMIGO. E qual a diferença entre eles?

Esse EU é taxativo – acredita que frequentemente erra.  Acredita piamente na primeira frase – “Eu errei de novo!”. O EU é o tagarela, julga precipitadamente, faz críticas destrutivas, pressiona buscando a perfeição, obstruindo o prazer do aprendizado. Tolhe a liberdade e mina a autoestima. Movido pelo pessimismo ao invés de julgar um evento isolado, como tropeçar numa palavra ao falar em público, por exemplo, se deixa tomar pelo pensamento de que é incapaz de encarar um auditório cheio de pessoas. A partir de um tropeço passa a se julgar péssimo em tudo.

Esse COMIGO – questiona o fato de ter errado, abrindo a possibilidade do acertar. Na frase –  “Como pude fazer isso?” – podemos entender sublinarmente a indignação por ter errado, o que subentende-se o fato que seria comum acertar. O COMIGO – Consegue enxergar  o erro como natural, como um caminho do aprendizado. Sente-se livre para ousar, pois não tem medo de errar, cai e levanta novamente. “Não existe acerto e erro.  Existe acerto e aprendizado.  Repleto de capacidades e habilidades naturais, aprende a partir de sua “inteligência silenciosa” e de um estado de concentração relaxada.“ Timothy Gallwey

O que costuma ocorrer é que se nos deixarmos levar pelo EU destruidor , facilmente trilhamos o caminho do fracasso levados pelas memórias física e emocional.  Em se tratando de encarar uma plateia, a trajetória do terror  é mais ou menos assim: antes de entrar pensamentos destrutivos inundam a mente: - E se eu esquecer? Ai ,que medo. E se as pessoas dormirem?  E se minha garganta secar?  Eu sempre tropeço naquela palavra. Eu mal consegui dormir essa noite. Estou com um nó na garganta.

A vontade é de fugir e  aí realmente aparecem várias sensações conhecidas: a garganta seca; as mãos transpiram; falta respiração, etc. Ao ouvir chamar o próprio nome, o coração parece que vai sair pela boca: taquicardia;  aparecem manchas vermelhas bem no rosto e colo; dores no estômago,  tremor nas pernas e nos braços; etc. O resultado é que tais autojulgamentos podem transformar-se em profecias autoexecutáveis.

Ao dizer a si mesmo -  para o COMIGO – que é péssimo ao falar  em público, estará ativando uma espécie de autosugestão, que o fará acreditar que é incapaz aumentando a possibilidade de ocorrer o erro,  suprimindo o seu verdadeiro potencial. A busca é fazer o EU e o COMIGO trabalharem juntos e a favor.

O instrumental praticado no teatro coach Teatrês irá ajudar você a modificar essa história e transformá-la numa história de sucesso.

 

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