Artes, negócios, diversão e comportamento.

Tá pensando em pedir pra sair?

É impressionante como nossa cultura valoriza a competição como forma exemplar de viver: ser o primeiro é a meta, em tudo. Mas há a possível COMPETI-CRIATIVIDADE, por Mauro Henrique Toledo

Ando um pouco cansado do tom perfumado e suave de certas matérias de revistas especializadas em negócios. Minha experiência e conversas com profissionais retratam uma vida nas empresas extremamente competitiva, exigindo cada vez mais dos que trabalham, ou dos que querem trabalhar. Exige tempo, dedicação, tempo, empenho, tempo e cada vez mais tempo. Considerando tempo como vida e não como dinheiro, é comum ver pessoas estressadas, fazendo de conta que estão felizes, sem vida e sem dinheiro que valha a pena a perda de tempo e de vida.

A pegada para a maioria dos profissionais é bastante forte. Forte, não, forte é pouco. Tem palavra melhor para definir a pegada: começa com efe e termina com óda! O ritmo do mercado (essa abstração magnânima) está cada vez mais caótico, mutante; e tem desnorteado corações e cabeças, até as mais preparadas. Para se “dar bem” na competição estressante diária o profissional deve pensar na sua atuação como o super herói corporativo, sempre em busca de resultados melhores, relações melhores, super melhores. É isso ou pede pra sair.

Mas vamos ver o lado bom disso. O profissional tem que, primeiro, conhecer muito e de tudo. E do muito que já conhece ainda tem que dar conta de tudo de novo que estão inventando por aí. Depois tem que ter habilidades tantas para lidar com suas próprias tarefas contingenciais, além das emergenciais, estando sempre atento que outro profissional pode fazer melhor do que ele, e ainda fazer mais barato. Isso ajuda na evolução e nas capacitações.

E não bastasse o extenso conhecimento necessário, a qualidade efetiva das habilidades, o profissional  ainda é cobrado o tempo todo para ter atitude e comportamentos exemplares: otimismo, iniciativa, prontidão, resiliência, perseverança, comprometimento e trabalho voluntário para a causa social. Ah, e tem ainda que ser engajado na cultura da empresa, cultura que algumas lideranças não fazem a menor ideia do que significa na realidade.

Está assim o desafio para a atual atuação profissional: formação de alta qualidade, altas responsabilidades (às vezes por grana pouca), inúmeras tarefas e atividades (inclusive fora do trabalho) e mais valor do conhecimento, habilidades e atitudes em altas frequências, num cenário  corporativo competitivo que exige sempre VENCER, SUPERAR, FAZER MAIS, FAZER MELHOR, FAZER POR MENOS E FAZER MAIS RÁPIDO!

E aí? Pense positivo. Não é bacana esse desafio para a vida? Ou pede-se pra sair? Sair pra onde? Montar uma pousada? E lá não vai ter que encarar competição, concorrência, desafios, projetos, planejamento, vendas, comunicação, relacionamentos, clientes, gentes de todos os tipos? Talvez saindo de São Paulo escapemos do trânsito, mas isso é só um talvez.

Tem jeito, não, meu irmão, minha irmã. Transforme-se num super aprendiz, desenvolva suas potencialidades e encare da melhor forma este cenário competitivo, explorando sua criatividade e sua capacidade de melhor comunicação consigo e com os outros. Cuide de sua saúde física, mental, espiritual e emocional e lembre-se sempre desta frase: em você estão todos os recursos. Não se estresse, divirta-se, aprenda e acredite e capacite-se sempre.

Você pode! Nós podemos! Ame alguém e cuide de seus dentes!

Compartilhar

Deixe o seu comentário