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Unir resultados e qualidade de vida no trabalho. Isso é competência!

É objetivo da Teatrês obter resultados em qualidade de vida e de comunicação relacional nas empresas através de nossos cursos e ações teatrais. Por isso sugerimos o artigo de Sandra R Beneventto que segue. A partir de NIEZSTCHE Sandra busca refletir SOBRE O TRABALHO E A DEPENDÊNCIA QUÍMICA nas empresas.

Recentemente li um texto da Gazeta Mercantil, de Ferreira e Freire, a respeito de competência no trabalho que diz o seguinte:

“A competência profissional  compreende  dois sentidos de papel ontológico do trabalho. O primeiro sentido reside no pressuposto de que ser competente no contexto profissional requer igualmente preservar a saúde e transformar o ambiente organizacional em lugar de bem-estar no trabalho. Neste enfoque, não se pode nomear de competência profissional de um trabalhador que atingiu as metas, mas que no dia seguinte em decorrência do trabalho, entrega ao Departamento de Pessoal seu atestado de licença a saúde. O segundo sentido reside no pressuposto de que ser competente no contexto profissional requer conciliar produtividade com felicidade pessoal e, em consequência, bem-estar coletivo. A produtividade, multiplicadora de lucros, é também produtora de doenças, acidentes e alienações, enfim de infelicidade.” ( Ferreira e Freire , 2000, 775, 2)

Automaticamente me veio à mente de quantas pessoas se tornaram dependentes químicos, seja de cocaína, álcool ou crack, para atingir a tão sagrada competência.

Mas se olharmos com mais cuidado, uma pessoa que precisou se drogar para ser competente não é competente! Ela simplesmente deixou de preservar a sua saúde, a felicidade pessoal foi para o brejo e o bem-estar coletivo foi danificado haja vista o aniquilamento da família e a perda do emprego em um futuro não tão distante!

A vida hoje não está mais difícil que no passado! Ela continua difícil!O que mudou ou sempre mudará será o contexto!

O vencedor será aquele que lidar melhor com alguns sentimentos! Mas quais sentimentos?

Nada mais inspirador do que trazermos Nietzsche e os sentimentos que para ele são fundamentais para se trabalhar na vida de um ser humano: ansiedade, desespero, revolta, auto depreciação e mágoa.

Nietzsche, influente filósofo alemão do século XIX, previu que seus pensamentos seriam valorizados lá pelo ano 2000. E ele estava certo!Nunca antes tivemos tantos transtornos de ansiedade, depressão como esse século, cuja saída desses males, para o referido filósofo, seria o homem  perceber que  a busca da satisfação  implica dificuldades de toda parte.

Não pensem que Nietzsche sempre  foi otimista!

Seus primeiros passos sofreram a influência de Schopenhauer. Somente após uma viagem à Itália em 1876 que o caro filósofo mudou gradualmente sua perspectiva das dificuldades.

O que antes para ele a satisfação é uma ilusão e o sábio deveria evitar o sofrimento. Nessa nova percepção, o ser humano para alcançar a satisfação, não é necessário evitar o sofrimento e sim reconhecer nele uma etapa natural e inevitável no processo de conquistar algum bem.

O Dependente Químico precisa aprender a enfrentar o sofrimento e não evitá-lo através das drogas. Quando o faz ele está só prorrogando o caminho para uma vida plena de satisfação que para Nietzsche está na coragem, ambição, dignidade, força de caráter, humor e independência.

“Eliminar toda e qualquer raiz negativa significa sufocar os elementos positivos que podem brotar desta mesma raiz e florescer em um galho mais alto da planta”

Nietzsche foi um filósofo que nunca bebeu ou utilizou-se do álcool para lidar competentemente com a vida.

Disse uma vez:

“As bebidas alcoólicas não me fazem bem; um copo de cerveja ou vinho por dia é suficiente para transformar minha vida em um vale de lágrimas”

Para ele não era um gosto pessoal, mas sim estar consciente do que é ser feliz!

“Devo aconselhar com demasiada gravidade a todos de natureza mais espiritual a se abster absolutamente do álcool. Água é suficiente.”

Mas Nietzsche não teve um final de vida feliz embora o seu pensamento fosse! Rejeições afetivas, dificuldades profissionais e doença fizeram parte de seu contexto.

Mas apesar de todos esses infortúnios fica a mensagem, especialmente ao dependentes químicos, de como Nietzsche aconselharia que abordássem os contratempos!

“Continuando a acreditar naquilo que se almeja, mesmo se não o possuirmos e talvez nunca venhamos a possuir”

Isso nada mais é do que a verdadeira postura da humildade! Essa  nos conduz a uma perspectiva equilibrada diante da natureza humana, que leva em consideração todas as forças e fraquezas a que cada um de nós está sujeito.

Ser verdadeiramente humilde requer uma visão honesta de nós mesmos e um conhecimento claro das nossas capacidades e deficiências.

Dessa forma os resultados do nosso trabalho e os desdobramentos do significado da vida nos conduzem, então, a uma apreciação e uma estabilidade sempre crescente, em tudo o que fazemos!

Quer  mais competência que isso?

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