Artes, negócios, diversão e comportamento.

São os otimistas que transformam o mundo.

Todos os dias fazemos opções sobre como reagiremos aos acontecimentos. Escolher o bem cria uma atitude mental positiva, introduzindo equilíbrio em nossas vidas. Por Alzira Andrade

“Cercados por tanta violência, inveja, agressividade, falta de compaixão, às vezes fica difícil ter fé na humanidade. Quando nos sentimos felizes com alguma coisa, também nos sentimos culpados por nossa alegria – afinal de contas, basta caminhar até a esquina de nossa rua para ver que o mundo não é exatamente o lugar que sonhamos. Então o pessimismo penetra em nosso coração, e – embora pareça absurdo – sentimos que somos mais fiéis ao nosso próximo quando estamos tristes.

Bem, não vamos lutar contra este sentimento. Deixemos que ele surja. Então, vamos olhá-lo com sinceridade, e perguntar: – Ajudamos mais o mundo se compartilharmos de sua tristeza?. A resposta é óbvia: não. Então é preciso se esforçar – isto mesmo, se esforçar – para ser feliz. Esta é a melhor maneira de servir ao mundo. Muitas vidas são salvas com um simples sorriso.””

Esse texto de Paulo Coelho me fez refletir sobre comportamentos perante aos acontecimentos. Optar entre olhar os acontecimentos com otimismo ou com pessimismo, onde começa essa escolha?

– Acredito que em nossas experiências anteriores. Nossas formas de agir estão diretamente ligadas a vivências anteriores. Quantos de nossos medos, angústias, sofrimentos, anseios, temores, impressões e pré-conceitos são obtidos e mantidos por muito tempo em nossas vidas apoiados em formatos de experiências positivas ou não, pelas quais passamos?

Nossa forma de agir, de reagir, de encarar os fatos estão intimamente ligadas à forma com que interpretamos estas experiências que tivemos. E isto interfere ao extremo em nosso comportamento atual. Então, ter um olhar negativo ou positivo perante os acontecimentos é uma questão de escolha?  Será que as pessoas que apresentam o comportamento negativo o fazem por que estão “sempre” com algum problema ou “sempre estão com algum problema por que constantemente apresentam comportamento negativo”?

A resposta está diretamente ligada ao estado emocional da pessoa. Algumas pessoas parecem felizes, não importa o que esteja acontecendo em suas vidas, existe uma certa leveza na personalidade delas. Seus rostos, suas palavras e mesmo a sua maneira de andar parecem exalar um campo de energia brilhante. Outras pessoas parecem predispostas a pensamentos tristes e negativos, em todas as situações.

Enquanto os primeiros tendem a ver o bem em tudo, os últimos vêem o mal. Apesar de termos capacidade de ver, tanto o bem quanto o mal, a atenção dada a um deles costuma definir nossa experiência de vida.

Otimistas ou pessimistas, ambas são realidades subjetivas, pois não dizem respeito aos fatos, e sim às nossas atitudes. São formas de acreditar em nós mesmos e no mundo, que, ou nos limitam ou nos libertam. É importante considerar que temos um poder de escolha sobre nossas atitudes, e que essa escolha pode ou não colorir nossa percepção da vida.

Não se pode subestimar o poder de nossa mente. Ao longo da história, a vontade humana vem superando obstáculos aparentemente intransponíveis. O pensamento positivo já provou, repetidas vezes, que quase tudo é possível, desde façanhas físicas, como escalar o Monte Everest, até casos documentados de salvamentos heróicos por pessoas normalmente muito frágeis.

Todos os grandes empreendimentos são liderados por pessoas otimistas.  Sem a crença de que as coisas podem melhorar, as reformas políticas ou sociais, em muitos países, jamais teriam acontecido. Todos os dias fazemos opções sobre como reagiremos aos acontecimentos. Escolher o bem cria uma atitude mental positiva, introduzindo equilíbrio em nossas vidas.

A concentração no que funciona bem em nossas vidas traz uma abertura, através da qual qualquer coisa, mesmo os milagres, podem acontecer.

Alzira Andrade, sintetizando texto de Daniel C. Luz
Autor dos livros Insight I e Insight II DVS Editora.

 

 

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