Artes, negócios, diversão e comportamento.

A história da rã na água fervente.

Uma metáfora para refletir sobre o que fazer para dar sentido à vida. [By Mauro Henrique Toledo]

[Experimento da rã]   Momento 1 – Pegue uma panela com água, leve ao fogo, quando a água ferver coloque uma rã dentro. O que vai acontecer? A rã vai se mandar, claro. Momento 2 – Uma panela com água fria, coloque a rã dentro. O que acontece? A rã se acomoda à água fria. Agora, acenda o fogo. Aos poucos a água vai esquentando e a rã em vez de pular fora, vai se acomodando ao calor da água. E dalí não sai até morrer fervida!

[Razão da metáfora] Há pessoas-rã que estão no momento 2. Acomodadas à zona de conforto-desconforto. Vão permanecendo no emprego, mesmo limitadas em responsabilidades, possibilidades de aprendizagem, promoção e satisfação. Mantêm um casamento, mesmo que pouco se falem, nada se escutem, nem se toquem e não mais compartilhem interesses e inquietudes. Na empresa continuam a trabalhar da mesma maneira, ainda que estejam perdendo clientes, qualidade de vida, desempenho e faturamento.

[Reflexão] A água vai esquentando, a situação vai piorando e a pessoa responde aos acontecimentos através do paradigma “Problema-reação”. Ela reage (ou não) apenas para reduzir o nível de medo, estresse ou ansiedade. A pessoa não reflete sobre as conseqüências para o futuro: sua a morte progressiva no processo de fervura. Tem um problema? Vai lá, dá um jeitinho, varre pra debaixo do tapete e pronto, “se engana” que gosta. Atua apenas para resolver o problema daquele momento e voltar à normalidade, vivendo na águinha morna do dia-a-dia. Não observa suas ações com distanciamento, de tão acomodada na “panela da sobrevivência”.

[Solução] Pular fora do paradigma “Problema-reação” e atuar sob o paradigma do “Resultado-criativo”.  Esta é a competência de construir-se como ser humano, construir a vida e saber-se responsável por ela, através de ações guiadas por objetivos claros, confiança, amor e respeito a si mesmo e aos outros. É a visão de dialoga para viver de maneira plena em todos os sentidos: “sentido” de direção e foco; o “sentido” de sentir-se e perceber-se vivo e o “sentido” de significados. Esse novo modo de observar-se a si mesmo, refletir e agir através de diálogos construtivos com os outros torna possível atingir resultados extraordinários e sustentáveis.

Obs.: Essa história da Rã foi citada no livro “A quinta disciplina” de Peter Senge e depois Manfred Kets de Vries incluiu em “Life and Death in the Executive Fast Lane“. Agradeço a Pablo Tovar (coach espanhol) pela indicação do texto e sua aplicação ao contexto metafórico.

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