Artes, negócios, diversão e comportamento.

Você. Herói ou vilão de si mesmo?

Por que definir objetivos faz de você protagonista de sua própria história?
By Mauro Henrique Toledo e Alzira Andrade.

Apresentamos: Zé Cutivo, personagem de algumas histórias do mundo corporativo. Como o tema da hora é “objetividade”, vamos direto ao ponto:

O Zé chega para sua primeira entrevista de emprego, sob pressão, pois não estava feliz com sua situação. Ao  ser perguntado sobre que função queria exercer, respondeu sem pensar: – “Qualquer uma, o que eu quero é trabalhar”.

A probabilidade de conseguir o tal emprego é mínima, porque seu objetivo não é claro e a resposta demonstra isso. Querer trabalhar é motivo de procurar emprego, ótimo. Mas em quê? Mesmo que o Zé não tenha profissão definida, deveria se informar das vagas disponíveis e pleitear qual tem a ver com suas aptidões.

Assim, ele abriria o diálogo para a possível contratação, mostrando segurança e um desejo claro a ser alcançado. Definindo o que quer, Zé Cutivo passa a ser o protagonista da sua história e elimina seu antagonista, no caso ele mesmo e sua indefinição da meta a ser atingida.

Por falar em protagonista e antagonista, qual a relação da cena acima com o teatro e o drama?

A palavra “drama” vem de ação. E ator quer dizer: “aquele que age”. O personagem, assim como o nosso Zé Cutivo, se mostra na ação. Conhecemos suas qualidades (boas e ruins) através de seu comportamento em ação. O que define um bom personagem é a sua vontade, onde ele quer chegar, o seu objetivo. Se for vontade “pequena” a história não vale a pena, pois já dizia Fernando Pessoa: “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

No drama, chamamos de protagonista o personagem que transforma sua realidade ao assumir um papel central. Ele é “ator” principal de suas ações. Age com toda a sua potência em busca de seu objetivo. Chamamos de antagonista aquele que quer impedir o protagonista de alcançar seu objetivo. Geralmente é um vilão, que também tem seu objetivo: complicar a vida do protagonista, por inveja, interesse, maldade, ou por ignorância (ignora o que deseja).

Numa analogia com a “real” história da vida, é importante que sejam claros  nossos objetivos, para escaparmos da vilania das indefinições, que nos faz andar em círculos, causando estresse, procrastinação e minando nossas melhores energias.

Um objetivo bem definido dirige nossos melhores comportamentos impedindo que fiquemos reféns de nossas emoções momentâneas. Quando nossos objetivos são suficientemente precisos, nossos comportamentos tem forte tendência a se orientar espontaneamente na direção desejada.

E os pequenos sucessos e progressos do dia a dia, aprimoram nossas competências e consolidam a confiança em nós mesmos, em nossos talentos e capacidades. Por fim, percebemos: às vezes, o vilão da nossa vida pode estar dentro da gente mesmo. Seu nome é: “falta de objetividade”.

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