Artes, negócios, diversão e comportamento.

Aprendendo com o bobo de Steve Jobs!

Bobo, artista e sábio, arquétipos que revolucionam. (Por Mauro Henrique Toledo)

Vai-se o gênio, fica a lenda. Quanto às obras, contra fatos não há argumentos. Destacam-se Mac, iPod, iPhone, iPad, desejada tecnologia com arte, operacionais superiores. Comovido por sua morte, me chama a atenção seu famoso discurso feito quando paraninfo dos formandos da Universidade de Standford; ele que curiosamente não se formou. Ao fim do discurso deseja ele aos formandos: “Stay hungry. Stay foolish”. “Continuem com fome. Continuem bobos”, frase marcante de sua juventude, lida na foto que ilustra este post em publicação da época.

Foto marcante para Steve Jobs com frase memóravel.

Entre tantos, outro grande legado de Jobs foi evidenciar o arquétipo do bobo e dar a ele significação relevante. O bobo citado na frase, representa o arquétipo da criatividade, da ousadia, da curiosidade. E foi através da imaginação e da ação criativa que Jobs descobriu novos padrões em vez de estacionar em padrões impostos. Era esse o recado aos formandos: não estacionem sobre conhecimentos acadêmicos adquiridos, continuem aprendendo, brincando, aventurem-se, revolucionem.

Thomas Moore em outra frase define a inventividade de Jobs: “Criatividade é o processo de usar a imaginação para continuar a criação do mundo, o processo de continuar elaborando o mundo em si”. Mas Jobs não foi apenas bobo. Representou também o arquétipo do artista e do sábio. Enquanto seu bobo ria da padronização que empresas de tecnologia queriam impor, seu artista criava funcionalidade com beleza e seu sábio dizia seguidamente “Eurekas!”. Assim este Arquimedes moderno descobria, testava e realizava. E o melhor, nos envolveu em sua brincadeira. E com a nossa participação fez história.

3 dicas de aprender com o bobo:

1 – Reconheço o medo de parecer bobo, aceito e torno públicas minhas ideias e desejos;

2 – Aprendo a gostar de minhas tolices, assim vivo em paz com o fato de que tem sempre alguém que sabe mais que eu, que tem sempre alguém que não gosta do que digo ou defendo; e que sempre haverá alguém que pode não concordar  com minhas ações.

3 – Aceito que tolices e fracassos são partes integrantes do processo criativo;

Final  do discurso de formatura na Stanford University (junho de 2005).

“Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Porque quase tudo – Todas as expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar – essas coisas simplesmente somem diante da face da morte, deixando apenas o que é verdadeiramente importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há nenhuma razão para não seguir seu coração. … Continue com fome. Continue bobo.”

Compartilhar

Deixe o seu comentário